Febre na internet, 'Frentiscão' de Campinas desaparece durante viagem à Patagônia; família mobiliza buscas

  • 16/07/2026
(Foto: Reprodução)
'Frentiscão' de Campinas desaparece durante viagem à Patagônia; família cola cartazes e mobiliza buscas Reprodução/Redes Sociais O cachorro Poze, um dos "frentiscães" que trabalham uniformizados em um posto de combustíveis em Campinas (SP), desapareceu na noite de domingo (12) durante uma viagem de trailer com a família na cidade de El Bolsón, na região da Patagônia, na Argentina. O município tem cerca de 24 mil habitantes. Resgatado ainda filhote e figura conhecida no posto administrado por um dos tutores, Giovanni Fernandes, o Poze sumiu após ser solto em um acampamento. Ao g1, Giovanni contou que tem realizado buscas diariamente, colou cartazes e mobilizou moradores e a imprensa da região na tentativa de encontrar o cão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Embora ele conte com o apoio da noiva, a força-tarefa não tem sido fácil. A hidráulica do trailer onde a família passa os dias quebrou durante a viagem — o que os deixou sem banho e cozinha — e o dinheiro e a ração dos outros cachorros estão no fim. A família ainda tem compromissos profissionais. Por isso, caso Poze não seja encontrado, Giovanni e a noiva avaliam voltar ao Brasil para resolver as tarefas e deixar os outros três cães que acompanham a viagem — Matuê, Nagalli e Flávia — e, depois, retornar à Patagônia. 🔍 Por que esses nomes? Matuê, Poze e Nagalli são homônimos de artistas do trap e do funk brasileiro. Os cães receberam os mesmos nomes dos músicos, conhecidos por sucessos como "Anos Luz", "Confissões" e "Me Sinto Abençoado". Os tutores estão organizando novas buscas, com o apoio de moradores locais, para o sábado (18). A última vez que Poze foi visto 'Frentiscão' de Campinas desaparece durante viagem à Patagônia; família cola cartazes e mobiliza buscas Reprodução/Redes Sociais Na noite de domingo, a família recolheu os cães para gravar uma publicidade e, em seguida, voltou a soltá-los em um acampamento. Os três cães voltaram para a casa em seguida, porém, Poze não retornou. A família viaja com quatro cães e havia parado em um acampamento localizado a cerca de dez minutos de uma estação de esqui. Segundo Giovanni, fazia parte da rotina deixar os animais livres no espaço cercado, que tinha um bosque ao fundo. 🐕‍🦺 O tutor descreve Poze como um cão “malandro”, que não se assusta com facilidade e gosta de interagir com outros cachorros — reflexos do período em que viveu nas ruas. Em casa, no entanto, costuma se fazer de difícil e raramente pede atenção. Com tristeza, Giovanni recordou a última interação com o animal antes do desaparecimento. "Ele veio pedir carinho de um jeito tão, tipo, que não era dele. Pediu tanto carinho, não parava [...] e a gente até brincou: 'nossa, como você está carinhoso, nem parece você'. E foi a última interação que a gente teve com ele", relembrou. Difícil acesso A procura pelo cão esbarra nos desafios geográficos e tecnológicos, bem como no clima adverso. A região de difícil acesso é cortada por uma rodovia, um rio e trilhas de montanha, dificultando as buscas. Para piorar a situação, a família enfrenta três obstáculos principais: Rastreador sem sinal: Poze usa uma tag de localização, mas o dispositivo exige celulares da mesma marca conectados à internet por perto. Na zona rural argentina, não há sinal. Frio extremo: a região registra chuvas contínuas e baixas temperaturas, gerando temor de que o animal sofra de hipotermia e fome. Fator cultural: moradores de fazendas locais estão acostumados com cães soltos e podem não perceber que Poze está perdido, mesmo ele usando coleira de identificação. "Ele teve muitos lugares para poder ir. Então, é difícil de procurar. Uma das ruas ia até o centro de esqui, a gente fez ela até o final, não encontramos ele, avisamos todo mundo do centro de esqui. E aí, eles [moradores locais] já postaram em grupos de Facebook por aqui", disse. Cães frentistas Vira-latas são adotados em posto de gasolina e ajudam na adoção de outros cães em Campinas Ex-cachorro de rua, Poze apareceu em uma das unidades da rede de postos da família de Giovanni e acabou sendo adotado. Ele foi acolhido no estabelecimento do Jardim Novo Campos Elíseos, onde, meses depois, foi adotado pelo gerente e ganhou coleira e uniforme de frentista. No posto, Poze se juntou a Matuê, um vira-lata caramelo de oito anos que foi o primeiro adotado no local e que chegou a sobreviver a um atropelamento grave. A fama dos animais de uniforme inspirou Giovanni a criar um perfil nas redes sociais, que hoje soma mais de 1,1 milhão de seguidores. O perfil mostra a rotina e as brincadeiras dos animais com os irmãos Nagalli e Flávia. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/07/16/febre-internet-frentiscao-campinas-desaparece-durante-viagem-patagonia-familia-mobiliza-buscas.ghtml


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