Criança de 5 anos morta após atropelamento em casamento é sepultada no interior de SP
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Cemitério de Caçapava, no interior de SP.
Reprodução/Street View
O corpo da criança de 5 anos que morreu após ser atropelada durante uma festa de casamento em um buffet de Tremembé foi sepultado às 8h desta segunda-feira (9). O enterro ocorreu no Cemitério Municipal de Caçapava, no interior de São Paulo.
Familiares e amigos participaram da despedida, que ocorreu após o velório realizado na noite de domingo (8) na cidade.
O atropelamento aconteceu no fim de semana, durante uma festa de casamento realizada em um buffet em Tremembé, no Vale do Paraíba.
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Segundo o boletim de ocorrência, a criança foi atingida por um carro conduzido pela proprietária do buffet. O menino chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.
A dona do buffet foi presa em flagrante após o atropelamento, mas foi solta após audiência de custódia. A decisão foi tomada pela Justiça nesta segunda-feira (9) - leia mais abaixo.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. As circunstâncias do atropelamento ainda são apuradas pela polícia.
Local onde aconteceu o acidente, em buffet.
Reprodução/TV Vanguarda
Investigada foi solta
O Tribunal de Justiça determinou que a proprietária de buffet, que foi presa pelo atropelamento de uma criança de cinco anos em uma festa de casamento em Tremembé, no interior de São Paulo, seja solta.
O caso aconteceu na noite do último sábado (7). A criança morreu após ser atropelada por um carro, que, segundo a polícia, era dirigido pela proprietária do espaço onde a festa de casamento acontecia.
Em audiência de custódia realizada na tarde de domingo (8), o Tribunal de Justiça determinou a soltura imediata Luana de Castro Louzada Castro, a proprietária do buffet, de 34 anos.
De acordo com o TJ, a prisão de Luana "foi considerada ilegal por se tratar de crime culposo (a prisão preventiva é vedada para crimes culposos) e por não haver indícios que sustentem a suspeita de fuga e de omissão de socorro".
Criança morreu atropelada durante casamento em Tremembé
Além disso, o TJ afirma que a mulher foi solta por ser ré primária e ter residência fixa, atividade lícita e filhos menores de idade, "preenchendo todos os requisitos para responder ao processo (se houver) em liberdade".
Ao g1, a defesa de Luana informou que "após ter a sua liberdade concedida em audiência de custódia, Luana ainda se encontra completamente abalada diante da tragédia que aconteceu e está em contato com a família da criança para prestar todo o auxílio necessário".
Delegacia de Tremembé (SP)
Laurene Santos/TV Vanguarda
O caso
Uma criança de cinco anos morreu atropelada na noite do último sábado (7), em Tremembé. O atropelamento ocorreu em uma festa de casamento, e o veículo era conduzido por Luana de Castro Louzada Castro, proprietária do buffet, de 34 anos.
A criança chegou a ser levada ao pronto-socorro de Tremembé, mas não resistiu. A mulher, de acordo com o boletim de ocorrência, não prestou assistência no momento do atropelamento e foi presa pela Polícia Militar. Ela vai responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
Segundo o BO, o atropelamento ocorreu durante a festa de casamento. Uma testemunha contou a polícia que a criança estava no chão como se estivesse procurando algo. Nesse momento, o veículo que era conduzido pela proprietária do buffet começou a andar e atropelou a criança.
A mulher parou o carro, foi para dentro do imóvel onde ocorria o casamento e não retornou. O boletim de ocorrência diz que os pais da criança apareceram na sequência e a viram muito machucada. Um garçom da festa veio prestar socorro. Com o veículo da proprietária do buffet, o garçom e os pais levaram a criança para o pronto-socorro.
A polícia militar foi acionada. Ao chegar ao local, não encontrou a proprietária do buffet. O marido dela estava no local e informou que a esposa tinha ido para casa. Os policiais foram à residência e encontraram a mulher.
Segundo o boletim de ocorrência, ela disse aos policiais que estava manobrando o carro quando sentiu que havia passado por cima de algo. Ao parar o carro, viu que tinha atropelado a criança. Ela disse que entrou no local onde ocorria o evento para procurar o marido. O homem foi ao local do atropelamento e viu que a criança era socorrida por outras pessoas. A mulher disse que foi para casa porque estava muito nervosa pelo ocorrido.
Os policiais levaram a mulher para o plantão policial de Taubaté. Na delegacia, foi feita a ocorrência de homicídio culposo.
A polícia também apura o fato do local do acidente ter sido limpo por outras pessoas antes da chegada dos policiais. Fato que prejudicou o trabalho da perícia.
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